vou te amar
pelos teus vãos
e desencontros no topo.
Escorrego por cachos pretos
à procura de seus olhos de amêndoas.
Tateio todo seu tato.
Dos montes pessegais,
aos cipós sub umbigais, onde esconde-se
a gruta dos prazeres ocultos.
Adormeço e passo dias, ali, tempo e espaço se
confundem com corpo.
E corpo... Ahhhh corpo!
Espaço/tempo saboroso.
(Nica Maria/ aSg)
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Para minha mãe
Dos nos de 30
Já foram passados.
Num tempo de cão,
Pra um dos lados.
Os olhos de novo,
Aparecem colados.
Sonhos e intenções
Antes guardados,
Voltam à nostalgia
Das mentes e poros calados.
Tudo que é opção
Despoca no ar.
Mosquitinhos nos olhos
De baixa pressão,
Sublimam-se em altar.
Límpidos, céticos, canção.
Por caminhos onde vagar
Encontrar-nos-emos
Em sonhos renovados,
Com a mesma força do
Que antes jorrava por nossos lábios.
(aSg)
Já foram passados.
Num tempo de cão,
Pra um dos lados.
Os olhos de novo,
Aparecem colados.
Sonhos e intenções
Antes guardados,
Voltam à nostalgia
Das mentes e poros calados.
Tudo que é opção
Despoca no ar.
Mosquitinhos nos olhos
De baixa pressão,
Sublimam-se em altar.
Límpidos, céticos, canção.
Por caminhos onde vagar
Encontrar-nos-emos
Em sonhos renovados,
Com a mesma força do
Que antes jorrava por nossos lábios.
(aSg)
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Grafitto
teu nome no muro que trama
meu amor.
Aviso:
lei que prende,
que solte o meu amor.
Se solte.
Me solte.
Grafitto
teu nome em peito rasgado,
corpo que manca em tempo suado.
Meu amor
Se Solte.
Me solte.
Grafitto
teus nomes no vento espalhado
nos mundos que sou.
Sou Homem, filho e avô.
Gema, carcaça de cigarra,
sementes de alecrim.
Sou cultura de um homem só,
na boca de um povo mudo.
Sou vontade de ser e estar
em lagarta listrada na Bandeira
encharcada de ausência do nome teu
levado pelo vento enroscado no meu.
Grafitto
Posse de ausências.
(Renato Gama/aSg)
meu amor.
Aviso:
lei que prende,
que solte o meu amor.
Se solte.
Me solte.
Grafitto
teu nome em peito rasgado,
corpo que manca em tempo suado.
Meu amor
Se Solte.
Me solte.
Grafitto
teus nomes no vento espalhado
nos mundos que sou.
Sou Homem, filho e avô.
Gema, carcaça de cigarra,
sementes de alecrim.
Sou cultura de um homem só,
na boca de um povo mudo.
Sou vontade de ser e estar
em lagarta listrada na Bandeira
encharcada de ausência do nome teu
levado pelo vento enroscado no meu.
Grafitto
Posse de ausências.
(Renato Gama/aSg)
Som
Som de bamba
Bambú.
Sonora canção
do vento do sul.
Raízes voando,
vem gente sambando
na força de festa,
se afoga e apega.
Corrompe o ruído,
é mar de gente,
som e sentido.
No beco da lama
boca nas mamas.
(aSg)
Bambú.
Sonora canção
do vento do sul.
Raízes voando,
vem gente sambando
na força de festa,
se afoga e apega.
Corrompe o ruído,
é mar de gente,
som e sentido.
No beco da lama
boca nas mamas.
(aSg)
quinta-feira, 19 de julho de 2007
oco
sobre um silêncio profundo, deito-me sobre o mundo.
Solidão? Não. Estou calmamente inquieto com as possibilidades.
Solidão?
Sim. E ainda bem que a tenho.
Neste silêncio é onde me crio, todo um caos gera dor.
Hoje sou mais ainda que ontem. Só não sei bem direito o que.
Um grito!!! Gritei. Ouviu? Sou assim mesmo, e aprendo!
Ahhh solidão! saia deste casulo e liberte suas asas, ao menos por um dia.
Solidão? Não. Estou calmamente inquieto com as possibilidades.
Solidão?
Sim. E ainda bem que a tenho.
Neste silêncio é onde me crio, todo um caos gera dor.
Hoje sou mais ainda que ontem. Só não sei bem direito o que.
Um grito!!! Gritei. Ouviu? Sou assim mesmo, e aprendo!
Ahhh solidão! saia deste casulo e liberte suas asas, ao menos por um dia.
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