quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Método

To pensando. Estamos num tempo histórico que indica - em diversas leituras dos setores da esquerda - um movimento de descenso do movimento de massas. Mas ao mesmo tempo é um período revolucionário, pois as contradições estão profundas, as chagas sociais crescendo, as diferenças aumentando, absurdos sendo cometidos pelos orgãos de comando dos Estados. Impérios sendo consatruídos pelas corporações. Crise de alimentos, crise energética, crise ambiental, crise cultural, crise da água, crise da violência, crise, crise, crise.
E nós? nós continuamos esperando o ascenso das massas! continuamos fazendo nossa luta cotidiana, nas especificidades delas todas. O que é muito justo, mas neste período de descenso para não desaparecermos astiamos nossas bandeiras o mais alto possível para nos identificarmos. A luta assim vai fragmentando-se.

Não conseguimos ter uma leitura parecida da realidade, lemos sim sua aparência, as dores, e reagimos sempre através da aparência lutando pelas melhorias da qualidade, mínima possível, para os setores de nossa classe.

Todas as nossas reinvidicações passam pelo sentimento de nacionalismo, quando nossa luta é internacional.
Estamos porque temos medo, ainda lutando pela fase da Social Democracia, quando já estamos nela e esta é a construção, precisamos dar o salto.

Quando é que iremos dizer que não nos interessa lutar por melhores salários pois o que queremos é tomar os meios de produção. Que eles sejam geridos pelos trabalhadores para as necessidades dos trabalhadores e não por necessidades burguesas deste ser social que somos.
A partir deste momento teremos um fato e a partir disto possibilidades de construir relações diferentes.

Mas estou pensando e vou pensar de vez em quando por aqui.

Um comentário:

steven gossett disse...

Que coisa ingrata este fórum sem quase ninguém, hein companheiro? é Xandi, a questao é internacional. As histórias se repetem por todos os lados: em Nicaragua, no Brasil, na Argentina e em tantos lugares por onde andamos. É muito curioso que as reclamaçoes contra líderes políticos sao muito próximas. Me refiro às reclamaçoes sobre o procedimento, as ditas traiçoes ao povo e etc. Tá muito claro que desempenham seus papéis de acobertar a burguesia de cada naçao que compoem a internacional burguesa hihihi. Os caras sabem muito bem, pois, o nojo de classe tá posto por eles. Cabe a nós, em cada naçao romper as fronteiras e identificar o abuso que se reproduz desde dentro de um bairro ao globo, as questoes principais nao sao específicas; sao internacionais. Sigamos em luta!
Lu Carvalho.